No ano de 2003, tive um aluno na 1ª série chamado I. Tinha na época seis anos, um menino aparententemente normal, sadio e esperto. No decorrer das aulas, comecei a notar que fazia muito esforço para enxergar. Chamei a mãe para conversarmos e ela me disse que o levaria ao oftalmologista. Com o retorno da consulta e dos exames feito ficou sabendo que o menino tinha uma doença degenerativa muito séria que o poderia levar até a cegueira total.
Começou a usar óculos, o que não resolvia quase nada. Para ajudá-lo, fiz diversas adaptações nas minhas aulas, escrevendo só com letra bastão, bem grande, no quadro e nos exercícios em folhas, sentava e o auxiliava o tempo todo. Também os colegas o ajudavam muito, e assim conseguiu se alfabetizar muito bem, mas não conseguia ler com letra cursiva, fazia esforço mas não enxergava. Quando foi para as séries seguintes, ouvia comentários das colegas sobre o seu problema, e intervia dizendo que precisava de um atendimento diferenciado. Hoje ele está na sétima série, fez uma cirurgia para estagnar a cegueira, mas continua enxergando muito pouco. O que acho bacana, é que seguiu junto com a turma de 1ª série, e os colegas o querem muito bem e estão sempre ajudando nas dificuldade durante as aulas.
Comments (1)
Simone Ramminger said
at 4:03 pm on May 2, 2009
Ilsa como é importante que o professor seja sensível e flexível para perceber as dificuldades dos alunos e fazer as mudanças necessárias no planejamento das aulas, quando tem um aluno com necessidade educacional especial em sua turma. Afinal incluir não é só receber esse aluno na sala junto com os demais, mas também fazer muitas adaptações necessárias para que esse aluno sinta-se parte da turma e aprenda. Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE
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