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RELATOS DE EXPERIÊNCIA 04

Page history last edited by ilsa.berenice@... 3 years, 1 month ago

                                                

                                                       Minha aluna Graziela

 

                                           

 

 

 

Trabalho com a Educação de Jovens e Adultos, e atualmente tenho três alunos com TGD, Diego com 24 anos, Robinson com 18 e Graziela com 29 anos. Estão comigo há muito tempo, pois sempre encontro resistência dos professores das Totalidades seguintes em recebê-los. São alunos alfabetizados, que realizam operações matemáticas simples, mas que estão no seu limite, atividades que exigem mais raciocínio lógico de interpretação, só conseguem com muito direcionamento.Nas minhas aulas procuro realizar com eles atividades e avaliações diferenciadas.Também conto com ajuda dos outros alunos, que se dispõem a auxiliar quando necessário. São alunos amorosos e dedicados, Diego e Robinson querem muito mudar de série, mas Graziela não, está muito apegada a mim. As vezes ela me relata que sonha comigo e que pensa muito em mim, desde que acorda até a hora de dormir, não esqueço que no dia do meu aniversário ela estava me esperando na saída do turno da tarde, do lado de fora do portão, com um presente nas mãos. Fiquei muito emocionada, ela não esquece datas que considera importante para ela, e tem muito carinho por mim.

Como coloquei no fórum, os estudos desta disciplina, me deram suporte teórico para discussões nos Conselhos de Classe, no sentido de avançar estes alunos para séries seguinte, basta querer, ter um olhar diferenciado e adaptar o currículo para que atenda estas necessidades.

O que diz a lei:

Lei nº 9.394/96 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - 1996 capitulo V DA EDUCAÇÃO ESPECIAL Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais. Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades; II - terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados; III - professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns; IV - educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comments (2)

Simone Ramminger said

at 12:05 pm on Apr 22, 2009

Olá Ilsa!
Que interessante saber que a interdisciplina já está colaborando com a tua prática. Tenho observado nos relatos que estou lendo que a angústia dos professores de não saber como agir e lidar com crianças com necessidades educacionais especiais é uma constante nas salas de aulas. Por isso, a importância de ler e discutir mais sobre o assunto. Será que basta acolher e promover a interação social desses alunos, sem que haja uma real aprendizagem? O olhar do professor, sem dúvida, é importante, mas é preciso que a escola, a família e todos os envolvidos trabalhem juntos para uma inclusão de qualidade.
Lembra que um aspecto importante nos relatos é mudar o nome das pessoas envolvidas para preservar a identidade das mesmas. Tens autorização para publicar a foto desta aluna? Esses aspectos são muito importantes de serem observados.
Vi que estás participando do forum e fazendo relações com a teoria. Parabéns!! Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE

Simone Ramminger said

at 10:09 pm on Apr 22, 2009

Ilsa já leste o texto (está nas leituras complementares) que está na unidade 3 (Serviços de Atendimento Educacional Especializado) intitulado: Inclusão Escolar e rede de apoio: a Sala de Integração e Recursos (SIR) como possibilidade de serviço de atendimento especializado? Ele trata sobre os sujeitos com Transtornos Globais de Desenvolvimento. Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE

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